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Caraterísticas gerais da ansiedade

Embora cada perturbação ansiosa apresente aspectos distintos, diversas características são comuns a todas elas. Estar alerta para estes sinais duma personalidade propensa à ansiedade pode ajudar a identificar mais facilmente os doentes com perturbações ansiosas.

Caraterísticas gerais da ansiedade

Pensamento catastrófico

Os doentes com perturbações ansiosas tendem a apresentar pensamentos catastróficos, prevendo de forma excessiva consequências negativas de eventos. Uma situação ambígua, tal como sensações físicas perturbadoras, pode ser interpretada como a evidência da pior ocorrência com o pior resultado possível. Uma palpitação cardíaca pode ser percebida como um indicador — ou mesmo um sintoma — dum ataque cardíaco. Embora estes doentes não sejam psicóticos, podem apresentar ideias dramáticas sobre o seu corpo, tal como a crença de que o coração está prestes a saltar do peito.

Sintomas somáticos

A relação entre as perturbações ansiosas e os sintomas somáticos é complexa. Os doentes com perturbações ansiosas apresentam-se frequentemente com sintomas físicos proeminentes causados pela estimulação do sistema nervoso autónomo. Por outro lado, algumas doenças médicas graves estão intimamente associadas à ansiedade.

Sempre que um doente se apresenta com sintomas ansiosos aparentemente anormais, pondere investigar possíveis situações físicas que podem causar ansiedade. Alguns exemplos incluem perturbações endócrinas tais como uma doença da tiroideia, problemas cardíacos tais como taquiarritmias supraventriculares e doenças neurológicas tais como uma epilepsia do lobo temporal. Noutro grupo de doenças médicas, o pânico ocorre com uma maior frequência, mas as doenças não são a sua causa. O tratamento destas doenças médicas geralmente não afecta a perturbação de pânico. Estas incluem o prolapso da válvula mitral, a síndrome do cólon irritável, a enxaqueca, a fibromialgia, a cistite intersticial e, mais uma vez, a doença da tiroideia.

Respostas comportamentais

Os comportamentos de escape e fuga, que os doentes usam como mecanismos para lidar com o stress, ajudam a manter a perturbação e agravam a ansiedade. A fuga à estimulação física que caracteriza a ansiedade impede que os doentes discutam os seus sintomas com um médico, uma vez que falar sobre a ansiedade induz frequentemente sintomas ansiosos. Um comportamento preventivo pode também fazer com que os doentes não sigam as sugestões de tratamento, o que pode envolver falar sobre o problema ou o confronto com situações receadas. Uma vez que os doentes podem evitar referir uma ansiedade extrema, sugere-se a realização dum rastreio quando se suspeita desta situação. Instrumentos como o Primary Care Evaluation of Mental Disorders (PRIME-MD) Patient Health Questionnaire são frequentemente úteis.

Aumento do risco de suicídio

O risco de suicídio é elevado nos doentes com perturbações ansiosas — mesmo nos que não apresentam depressão clínica — pelo que os médicos devem sempre inquirir sobre a ideação suicida. A ocorrência concomitante de pânico e depressão apresenta um risco particularmente elevado. Não é raro os doentes que se suicidam terem consultado o médico de família durante as semanas que precederam o evento fatal.